Quem disse que o entretenimento não pode mudar o mundo?
Quantas pessoas George Carlin politizou com seus manifestos sociais sutilmente inseridos nos melhores shows de comédia stand-up que o mundo já viu?
Quantas pessoas não saíram de filmes como "A Lista de Schindler" ou "A Vida é Bela" melhores do que quando entraram na sala do cinema?
Quantas pessoas não repensaram seus conceitos sobre a necessidade da Guerra depois de se permitirem apreciar a "Destruição de Guernica"?
Seria de uma pretensão imensurável comparar qualquer realização minha com o trabalho dos gênios que citei acima, mas hoje me peguei perguntando: será pretensão achar que jogos eletrônicos, como uma forma de arte que são, também podem mudar o mundo?
Pretensão ou não, este é o pensamento que me motiva, que me impulsiona,e que me faz querer continuar trilhando este (árduo) caminho. Ainda não acredito direito que estamos na final e me sinto muito honrado de poder representar o Brasil no além-mar, mas verdade seja dita, a estrada até o Egito foi pavimentada com a vontade de se ver o que existe além das pirâmides.
Para ambos os leitores desse blog, desculpem pelo post dramático e filosófico, mas já vinha pensando isso e senti uma vontade repentina de deixar isso documentado por aqui. Se ainda existe algum acordado a essa altura do texto, peço que baixe nosso jogo e critique, opine, sugira alterações. Sua opinião será muito valiosa para nós.
Link para download em: www.choicegame.net
Junho 27, 2009 às 1:07 pm |
Games, como os quadrinhos, sofre do mal de ser uma mídia que surgiu principalmente para o público infantil.
Mas hoje para quem não tem esse tipo de preconceito, não há dúvidas que um jogo pode ser uma obra de arte, com toda a experimentação de idéia e emoções que qualquer obra de arte pode criar.